Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Palácio da Pena

 
 
É
 a parte essencial do mais perfeito e espectacular exemplar de arquitectura portuguesa do romantismo. Em 1755, ocorreu em Portugal um dos maiores terramotos, que originou vários estragos no Mosteiro da Pena, o que com a progressiva passagem do tempo, a crescente escassez de recursos e extinção das ordens religiosas levou ao abandono do mosteiro. Quando o rei D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885, comprou as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e transformou-as num palacete. Para comandar as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este maravilhoso edifício. De uma grande imaginação, a arquitectura da Pena utiliza os "motivos" mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel.  
D. Fernando II, com a ajuda do Barão de Eschwege e o Barão de Kessler, definiu o projecto do Parque. Aproveitando o terreno acidentado, a fertilidade dos solos e as condições climática da serra, manda plantar uma floresta, com as diversas espécies de arvores, ao gosto romântico da época com ruínas, pavilhões e pequenas construções de modo, a criar ambientes de grande beleza natural.
As transformações que houve na serra mudaram por completo a imagem desta, já que a realidade de agora, não corresponde à realidade na segunda metade do século XIX.
Alem de espécies florestais europeias, foram plantadas sequóias e túias da América do Norte, das araucárias do Brasil e da Austrália, das criptomérias do Japão e dos cedros do Líbano, construindo, assim, um ambiente de rara beleza e de grande importância científica.
 
Claustro
Inserido nas estruturas monásticas, em estilo manuelino, foi integrado no palácio por D. Fernando II. Azulejos mudéjares (policromos e geométricos) do século XVI. No piso superior, as catorze celas dos monges foram ampliadas e adaptadas as novos espaços.
 
Sala de jantar Copa
Antigo refeitório dos monges. Tectos em abobadas duplas de leque com decoração manuelina. Azulejos do século XIX e mobiliário português em estilo romântico. Centro da mesa de prata e ágata do ourives francês Froment-Meurice, oferecido pela cidade de Paris a rainha D. Amélia, como presente de casamento (caravela com os brasões de Bragança e Orleães). As duas salvas de prata nas paredes são alemãs do século XVI.
 
Atelier do rei D. Carlos I
Antiga sala do mosteiro transformado em atelier/escritório por D. Carlos I. Este rei destacou-se como pintor naturalista, sendo todas as telas expostas da sua autoria. As que cobrem as paredes estão inacabadas e representam um bosque povoado por ninfas e sátiros onde se vê a silhueta do palácio. Em cima da mesa expõem-se canecas de cerveja pertencente a colecção de D. Fernando II. Fabricadas na Boémia datam os séculos XVI ao XIX.
 
Aposentos do rei D. Carlos I
Mobiliário do século XIX. Cama com dossel, estilo segundo império. Ao fundo tela com tema campestre, assinada por Cristino da Silva um dos maiores pintores românticos portugueses. Ao lado do quarto é visível uma casa de banho que reproduz a decoração de finais do século XIX.
 
Capela de São Jerónimo
Pequena capela onde existia uma imagem de São Jerónimo, padroeiro do mosteiro. A decoração de embrechados (pedras, conchas, cacos de porcelana e vidro) data do século XVII.
 
Vitrais
Vitrais encomendados por D. Fernando II em Nuremberga, com base em cartões do visconde de Menezes. O vitral da janela do coro representa Jesus Cristo com discípulos de Emaús. O vitral da nave apresenta uma divisão de espaço em 4 campos, cada um deles com episódios da história de Portugal e do mosteiro. No remate superior a esfera armilar, a cruz de Cristo e as armas reais de Portugal de Coburgo. Nos superiores estão representados nossa Senhora da Pena e São Jorge padroeiro dos exércitos portugueses. Nos campos inferiores estão representados o rei D. Manuel I, segurando a maqueta do primitivo convento e Vasco da Gama com a torre de Belém e a armada do navegador.
 
Capela
Pertencente a antiga estrutura do mosteiro. Em estilo manuelino, apresenta como principais elementos decorativos os motivos naturalistas, armas reais, a Cruz e as cinco chagas de Cristo e a esfera armilar. No chão sepulturas do século XVII. Azulejos do século XVI de tipo enxaqueta, decoração geométrica verde. A cobertura e as paredes do cruzeiro são revestidas a azulejos de padrão policromo, do século XVII.
 
Quarto do veador da Rainha
Era ocupado pelo secretário da Rainha. Paredes e tecto pintados em trompe-l’oiel imitando um revestimento de madeira e trabalho de estuque em relevo, apresentando pinhas e troncos.
 
Quarto da Rainha
Ocupado por D. Fernando II, pertenceu, mais tarde, a Rainha D. Amélia. Os tectos e as paredes inspiram-se na arte mudéjar, aplicando a técnica do alfarge (decoração em placas de estuque moldado e policromo de baixo relevo). 
 
Sala de leitura
Espaço de privacidade decorado com mobiliário romântico. Destaca-se à direita a escrivaninha, à esquerda o cofre de corsário em ferro, e ao fundo, no cavalete, retrato a óleo da princesa D. Maria Amélia de Bragança.
 
Sala de estar da família real
Nesta sala procurou-se reconstruir o estilo victoriano da decoração de interiores divulgado a partir da segunda metade do século XIX. A profusão de objectos evoca o horror aos espaços vazios e o gosto pelo coleccionismo.
 
Sala árabe
Esta designação deve-se ao ambiente orientalizante e exótico criado pelos motivos pintados nas paredes e no tecto. Executado a tempera, esta pintura em trompe-l’oiel sugere relevo e prolongamento do espaço, através da simulação de estruturas arquitectónicas orientais.
 
Sala verde
Servia de antecâmara aos visitantes que eram recebidos na Sala do Álbum (actual sala árabe).
 

Sacristia
Espaço de cobertura abobadada, em estilo manuelino e paredes totalmente revestidas a azulejos do século XVI. Em exposição podem ver-se alfaias litúrgicas de prata, dos séculos XVIII e XIX, um Cristo crucificado esculpido numa peça única de marfim.
 
Terraço da Rainha
No tempo do Rei D. Carlos foi aqui montada uma estrutura em ferro fundido para suportar um toldo em forma de tenda. Deste modo, era possível permanecer no exterior e desfrutar da beleza da paisagem envolvente.
 
Salinha Papier-Mâché
Neste espaço expõe-se a colecção de mobiliário em papier-mâché, tão característico do gosto romântico da segunda metade de oitocentos. A técnica de papier-mâché, originaria do extremo Oriente, surgiu em Inglaterra e em França, no século XVIII, utilizada primeiramente de confecção de caixas, tabuleiros, espelhos, molduras e painéis para carruagens.
 
Sala indiana
Esta sala expõe mobiliário indo-português executado em teca. As paredes são revestidas em estuque neo-mudéjar e as arcarias apresentam motivos vegetalistas de inspiração oriental. O tecto, com uma cobertura de laçaria em madeira policroma, também se inspira no estilo mudéjar usado em Portugal durante os séculos XIV, XV e XVI.
 
Salão Nobre
O Salão Nobre, também conhecido como “Salão dos embaixadores” no tempo de D. Fernando II e “Sala de Bilhar” no tempo do rei D. Carlos, não era tão usado para grandes recepções e bailes como se poderia depreender da sua dimensão e decoração.
 
Aposentos do Rei D. Manuel II
Anteriormente ocupados pela Condessa d’Edla (segunda mulher de D. Fernando II), são constituídos por antecâmara, quarto de dormir e saleta que comunica com um espaço de toilette.
Na antecâmara, destaca-se o baixo-relevo em madeira, do século XVI, atribuído a Sansovino, representando um episódio da história portuguesa: a tomada de Arzila no norte de Africa. No quarto de dormir, destaca-se a cama, estilo Carlos X.
Na saleta anexa ao quarto de dormir, as peças de mobiliário expostas são mais decorativas do que funcionais. Totalmente decoradas com placas de porcelana de Meissen pintadas à mão, correspondem a uma moda que se generalizou na Europa, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX.
 
Cozinha
Na cozinha o principal do Palácio eram preparadas todas as refeições, apesar de, próximo da sala de jantar, existir um espaço de apoio onde se mantinham quentes os diversos pratos podendo, inclusivamente, se confeccionar um refeição ligeira. O trem de cozinha exposto é de cobre, maioritariamente, constituído por peças adquiridas em Paris. De entre elas destacam-se as formas de doces e pudins, na vitrina, e a colecção de chocolateiras, sobre o armário.



publicado por cadacriarsintra às 16:56
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3 comentários:
De André SD a 9 de Maio de 2008 às 19:08
Boa tarde. Como consegui obter todas estas imagens dos interiores do palácio da pena?


De rafa a 15 de Maio de 2008 às 12:42
Com a maquina fotografica!!!
KISS


De André SD a 19 de Maio de 2008 às 18:01
A sério? Não quero crer! Fotografias com uma máquina fotográfica... Mas com autorização de quem?


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