Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Palácio da Vila



Construído ao longo dos séculos no chamado chão da oliva”, apresenta-se como um conjunto formado por vários corpos, posicionados em diferentes níveis e testemunha épocas e estilos variados num único conjunto arquitectónico. No tempo de D. Dinis é tida como provada a existência de um antigo Paço Gótico, consequência das mudanças efectuadas à antiga residência. Era conhecido por Paço da Rainha, referente à Rainha D. Isabel.
Durante o reinado de D. João I, o Palácio atinge o seu auge. Neste período foram efectuadas obras importantes no corpo central do Palácio, que ainda hoje mantém a estrutura e decoração de inúmeras salas. D. João I apetrechou o Paço das famosas chaminés cónicas, comuns no seu tempo, mas hoje elogiadas por representarem a continuação de um estilo quase extinto. Joaninos são os arcos ogivais no topo da escadaria que dá acesso ao palácio.
Com o D. Manuel I o palácio sofreu remodelações importantes, tendo-lhe sido acrescentada a ala nascente, em arte manuelina, com as características portas e janelas maineladas.
Após o terramoto que destruiu Lisboa e parte de Sintra em 1755, o Marquês de Pombal ordenou a reparação de alguns estragos ocorridos no Palácio, acrescentando-se assim um novo elemento arquitectónico ao conjunto. Mas foi no Reinado de D. Maria I, em 1787, foram introduzidos significativos melhoramentos no interior, consequentes duma maior comodidade exigida para longas visitas régias. É um dos poucos Paços Reais quinhentistas que ainda hoje permanecem actualmente em Portugal.
Alves, Afonso Manuel & Lima, Luís Leiria (1988) Sintra à sombra da serra (1ª Ed.) Pag: 18. Lisboa: Difusão editorial.
 
 
 
 

 
 
Sala das Pegas:
Única sala que conserva desde o século XV o seu nome original. Descrita pelo rei D. Duarte como Câmara de Paramento, aqui eram recebidos os notáveis. Apesar de restaurado, o tecto deve manter a decoração original, destacando-se a divisa de D. João I.
 
 
Quarto de D. Sebastião:
Designada por câmara de ouro no inicio do século XV, devido a decoração hoje desaparecida. Foi nos finais do século XVI quarto de dormir do rei D. Sebastião. Revestimento azulejar único, constituindo por motivos de parra em alto-relevo dos inícios do século XVI.
 
 
Sala Júlio César:
Designação proveniente da tapeçaria flamenga do século XVI, representando uma cena de vida do general romano.
 
 
Sala das Sereias:
No início do século XV estava aqui instalado o guarda-roupa. A designação actual provem da pintura do tecto, século XVIII.
 
 
Sala da Coroa:
Neste local e na sala contígua, situar-se-iam, conforme descrição do rei D. Duarte, as áreas reservadas à higiene, que compreendiam uma privada e um oratório. A designação desta sala provém da pintura do tecto, datada do século XVIII.
 
 
Sala das Gales:
Constituída na transição do século XVI para o século XVII, deve o seu nome à decoração do tecto da época mais tardia. Azulejos enxaquetados do século XVII.
 
 
Sala dos Brasões:
Esta torre situa-se no local da antiga Casa da Meca, tendo sido construída no reinado de D. Manuel I (1495-1521). O tecto, de talha dourada, ostenta no topo as armas régias, rodeadas por setenta e dois brasões de famílias nobres. Painéis de azulejo com cenas galantes e de caça da transição do século XVII para o XVIII.
 
 
Sala Chinesa:
Fazendo ainda parte do antigo Paço de D. Dinis, esta sala foi utilizada como Quarto de Dormir de D. João I, antes da grande campanha de obras promovidas por este monarca nos inícios do século XV. Deve o seu nome actual ao pagode chinês em marfim do século XVIII.
 
 
Sala dos Cofres:
Designação proveniente do conjunto de arcas em ferro – burras – utilizadas para o transporte de moeda, metais e pedras preciosas.
 
 
Sala dos Árabes:
Quarto de Dormir de D. João I no inicio do século XV. Fonte mourisca e revestimento de azulejos do inicio do século XVI.
 
Cozinha:
Originariamente separada do resto do paço, a sua construção deve-se a D. João I, remontando a primeira metade do século XV. As suas chaminés gémeas são exemplar único. As armas reais de Portugal e de Sabóia de finais do século XIX., em azulejo, testemunham o último período de habitação da família real neste palácio.
 
 
Sala Manuelina:
Sala nobre do Paço constituído por D. Manuel I, no inicio do século XVI. Esta ala marca a ultima grande campanha construtiva do Palácio tendo sido restaurada nos anos 30 do século XX.
 
 
Quarto – Prisão de D. Afonso VI:
Câmara do Paço de D. Dinis no inicio do século XIV. Pavimento misto de alicatado e azulejo do último quartel do século XV. No século XVII foi durante nove anos quarto – prisão do rei D. Afonso VI, que aqui viria a falecer em 1683.
 
 
Capela Palatina:
Remontando à primeira campanha de construções, a capela foi edificada no reinado de D. Dinis, no início de século XIV, sofrendo ao longo do século XV várias alterações: o tecto em alfarge de influência islâmica, o tapete cerâmico de alicatado e a decoração de frescos das paredes, estes últimos refeitos durante os restauros realizados nos anos trinta do século XX.
 
 
Quarto de Hóspedes:
Trascâmara de D. João: oratório e quarto de vestir. Última dependência e a mais íntima dos aposentos reais à qual só acedia o monarca. A porta nascente foi aberta já no século XX para permitir a circulação dos visitantes.

publicado por cadacriarsintra às 15:44
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